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Cooperativismo

“Não vendo planos, entrego qualidade", diz presidente da Uniodonto Goiânia

Fábio Prudente cita expansão nos atendimentos | 03.04.25 - 08:19 “Não vendo planos, entrego qualidade", diz presidente da Uniodonto Goiânia Fábio Prudente (Foto: Anna Stella/A Redação)José Abrão
 
Goiânia – O ramo da saúde é o terceiro maior do cooperativismo no Brasil. Para o presidente da Uniodonto Goiânia, Fábio Prudente, essa força está na necessidade das pessoas, aliada ao esforço do segmento em ser um elemento de transformação social, levando saúde bucal de maneira mais acessível e de qualidade para a população. “No cooperativismo, eu tenho, na ponta, um dentista cooperado que é dono do negócio, então há um incentivo para levar trabalho e renda para esse profissional. Assim, eu não vendo planos odontológicos, eu entrego assistência odontológica de qualidade”, assegura.
 
O presidente relata que tanto o setor de odontologia quanto o de cooperativismo estão em expansão no Brasil como um todo e, em particular, em Goiás. Na capital, já são cerca de 400 dentistas cooperados, além da presença de cooperados e parceiros credenciados no interior. Goiânia retém cerca de 40% dos dentistas cooperados em todo o Estado, reforçando o interesse das pessoas em cuidar da saúde bucal.

Um objetivo para este ano é buscar uma expansão maior no interior, atendendo áreas que não estão tão contempladas por profissionais como na capital. “Todo mundo quer se concentrar próximo às capitais, e a gente tem feito um trabalho reverso de ir para o interior, de buscar mais parceiros, estar nas cooperativas, porque enxergamos uma oportunidade de crescimento ímpar no interior das nossas áreas de atuação. Temos trabalhado muito, temos rodado muito”, comenta.
 
E o modelo tem dado certo: a Uniodonto distribuiu, no último fechamento, R$ 2 milhões em sobras para os cooperados. Isso mostra responsabilidade, solidez e sustentabilidade da gestão com um trabalho sério, conforme destacou Fábio Prudente em entrevista exclusiva à reportagem do jornal A Redação
 
Prevenção e cuidado
Houve uma mudança de percepção geracional: atualmente, mais pessoas, em particular os jovens, procuram o dentista com mais frequência, em uma abordagem mais preventiva. Ainda assim, o Brasil é um país de "desdentados": quase metade dos brasileiros entre 35 e 45 anos já perdeu até 12 dentes. Entre os idosos, 80% possuem menos de 20 dentes na boca. “É uma estatística que mostra que ainda temos um trabalho social e uma responsabilidade muito grande. O Brasil tem quase 34 milhões de brasileiros com planos exclusivamente odontológicos, então ainda temos um mar de possibilidades de crescimento”, avalia Prudente.
 
A sabedoria popular diz que a saúde começa pela boca, e o Dr. Fábio Prudente concorda plenamente com essa afirmação. “Como é que você vai ter um estômago fazendo uma boa digestão se não tem uma boa mastigação? A gente pega doenças como diabetes, partos prematuros, bebê de baixo peso, doenças cardíacas, todas têm correlação com a saúde bucal. Cerca de 35% das patologias cardiológicas têm um foco odontogênico: começam com uma infecção maltratada no dente”, pontua.
 
Para prevenir, o doutor recomenda uma visita ao dentista duas vezes por ano ou, no mínimo, uma vez. “Cuidar da boca é cuidar do corpo, porque ela é a porta de entrada. Cuidar da saúde bucal é uma responsabilidade grande. Não tem como dissociar a saúde bucal da saúde integral do indivíduo”, conclui.

Fábio Prudente (Foto: Anna Stella/A Redação) 

Turismo de saúde
Além disso, Goiânia tem se destacado no turismo de saúde, inclusive para estrangeiros, e especificamente para o tratamento odontológico. “A odontologia na Europa e nos EUA ainda é muito cara, então as pessoas buscam saúde no Brasil, em primeiro lugar, porque a qualidade dos nossos dentistas é indiscutível em termos de habilidade manual, de facilidade com tecnologia e com tratamentos mais acessíveis. É um nicho a ser explorado bastante interessante”, comenta Prudente.
 
Alguns diferenciais da capital colaboram para isso, como sua localização central e próxima a Brasília, além de já ser um polo do agronegócio e de outros eventos de negócios e de saúde, com um PIB per capita alto. “É uma cidade jovem, moderna e com um bom aeroporto, que pulsa em todos os segmentos”, complementa.
 
Transformação social
Um dos objetivos da Uniodonto Goiânia é ajudar a comunidade, algo que está previsto nos princípios do cooperativismo. A principal maneira que a cooperativa tem atuado é por meio do Projeto Sorriso, que já tem quase 30 anos e leva educação e cuidados preventivos em saúde bucal para escolas, creches e comunidades em situação de vulnerabilidade.
 
“Levamos a escovação, cartilhas de higienização, teatro de fantoches, escovódromo, kits de higiene a comunidades carentes. É o nosso braço social, sejam escolas, sejam asilos, sejam eventos organizados pelo município”, explica Prudente. “Esse projeto é transformador e leva conhecimento em prevenção de saúde bucal. Então, para nós, é muito gratificante. Acho que toda empresa que está conectada de fato com a responsabilidade social faz isso genuinamente, porque tem que fazer com coração, acreditando. Não adianta fazer porque é bonito, porque todo mundo faz”, afirma.
 
E esse trabalho social não se limita à prevenção: a Uniodonto também possui uma horta urbana com aquaponia, cuidada voluntariamente. Ela utiliza tilápias para alimentar os vegetais com os adubos orgânicos necessários e foi instalada há cerca de um ano. “Já conseguimos alimentar mais de 700 pessoas entre asilos, creches e associações de pessoas em vulnerabilidade social. Isso é um elemento transformador, é um propósito: não fazemos pensando em nós, mas preocupados com a sociedade”, destaca.
 
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